Você pra mim é problema seu
Inclua-me fora dessa, não adianta, você para mim é problema seu. Quem primeiro formulou a colocação acima foi o mestre dos mestres, o filósofo, trovador e curandeiro, William Scott Pitt.
Do alto de sua sabedoria multissecular, Scott Pitt intuiu a alma humana e a colocou em suas exatas medidas, nem mais, nem menos, apenas o que não deveria ser.
Para o gênio, autor de obra composta em 17 tomos com 8 livros em cada tomo, a delimitação do ser humano é mais que uma missão, é uma longa jornada rumo ao âmago do espírito, ao fogo sagrado que brota no fundo da alma e dá a liga que funde homem e divindade, num arrocho indestrutível, como o abraço da mulher amada, no momento do amor.
Isto posto, está chovendo lá fora, mas isso não é problema meu, é problema seu, porque, quem está na chuva é você, e como bem disse o mestre, você para mim é problema seu.
Que me importa se ficamos no mato sem cachorro? Quem não tem cão fica no mato sem cachorro. A verdade é antiga e ultrapassa o ponto mais alto da Cordilheira dos Andes, onde apenas os vulcões respiram o ar rarefeito e o devolvem em rolos de fumaça.
Além disso, além daquela serra que azula no horizonte passa boi, passa boiada, passa o coração da minha amada. Passa! Mil vezes passa! No doce balanço a caminho do mar.
Ontem eu não te amava, ou ainda não tinha descoberto que te amava, a ordem não altera o resultado. 5 vezes 5 será 25, como 5 vezes 5 será 25.
A matemática não mente. Anchieta na fundação de São Paulo não era padre, nem rezou a primeira missa no colégio inaugurado pelos jesuítas em 25 de janeiro de 1554.
Tanto faz, a data pegou, mas você para mim é problema seu!
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