Aplicativos de trânsito
A imensa maioria dos motoristas se habituou a usar os aplicativos com os roteiros para onde querem ir. Ninguém discute com as informações, por mais malucas que elas sejam. E as vezes elas são completamente insanas.
Já passei pela experiência de ter a recomendação de voltar para casa por trás da zona norte, quando o lógico e muito mais rápido seria seguir pela Marginal Tietê.
Eu precisava voltar da zona norte e o aplicativo me mandou ir por dentro, contornando a Cantareira, como se fosse o lógico a seguir. Como eu conheço um pouco da cidade e tenho certa noção de localização, percebi que estava errado e dirigi em direção da Marginal, o que resultou num percurso mais rápido, para não falar mais seguro.
Um dos problemas dos aplicativos é que os algorítimos entendem de caminhos mais curtos ou que eles imaginam mais curtos, o que não quer dizer mais seguros. Uma vez acabei numa zona altamente perigosa porque estava numa região da cidade que eu não conhecia e acreditei nas informações da maquininha. Acabou tudo bem, mas confesso que dirigi uns 20 minutos rezando para sair de lá sem acontecer nada mais grave.
Isso não quer dizer que os aplicativos não sejam uma facilidade importante nas ruas de uma cidade como São Paulo, ou nas estradas que te levam a municípios que você nunca ouviu falar. Não custa lembrar que São Paulo tem mais de 600 municípios, a maioria dos quais você não tem noção de onde fica, nem por qual estrada se chega lá. Então, nada como o aplicativo para te levar.
Um desserviço dos aplicativos é que eles criam engarrafamentos. Como indicam o mesmo roteiro para todos os motoristas que seguem na mesma direção, acabam criando congestionamentos que complicam a vida em vez de ser uma solução. Então acredite, mas não deixe de duvidar.