Não se esqueça da ENEL
O brasileiro tem memória curta, em pouco tempo se esquece, inclusive de maldades. A memória é tão curta que a maioria das pessoas não sabe quem foi o presidente que sucedeu ao Collor e que baixou o Plano Real.
Não está em nós guardar os grandes fatos ou as pequenas intrigas, esquecemos, tocamos em frente sem nos importarmos com as consequências, que custam caro e quem paga a conta somos nós.
A regra vale no público e no privado. No privado até tem situações em que esquecer é a melhor solução, resolve os problemas por decurso de prazo. Prescreve e a vida segue em frente, como se não tivesse existido nada que pudesse atrapalhar o andar da carruagem.
É por isso que esta crônica é relevante. Ela pede pelo amor de Deus que você não se esqueça da ENEL.
É verdade, este pedido seria quase que inútil, a ENEL não deixa você se esquecer dela e das maldades praticadas. Ela faz questão de atacar de novo e o primeiro modo de ataque é a falta de energia, especialmente quando não tem razão para faltar luz, mas, mesmo assim, falta.
E a lembrança volta à tona quando chove. E se for uma tempestade mais forte, aí não tem como você não se lembrar da ENEL, de seus acionistas e executivos, com palavras de forte apelo.
Ao longo dos dias sem energia o desamor cresce, se consolida, se transforma em ódio, em querer mal, profundamente. Até porque a empresa adultera dados, coloca a comunicação de falta de energia dias depois do evento que deu origem ao caos, informa que está tudo bem, quando sabe que não está.
Dizer que a tempestade foi a mais forte da história não é desculpa. Ela tem obrigação de saber que estes eventos irão acontecer, cada vez mais fortes e com mais frequência. Por isso tudo, não se esqueça da ENEL.
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