Que me importa?

Que me importa se as ruas da região da Berrini não andam. Que se parecem com sucursais do inferno, destinadas a causar o máximo de dano com o mínimo de esforço? Que me importa se a estátua da mulher nua nunca mais foi encontrada e já tem gente que duvida…

Continuar lendo

Os macaquinhos do butantã

  A vida na cidade não é mais o que era. Não esquecendo a pandemia, e suas consequências trágicas para milhares de famílias atingidas pela covid19, a cidade oferece cenas inusitadas, realidades maravilhosas, aventuras de cinema. Tem um pouco de tudo, do bom e do ruim, do triste e do…

Continuar lendo

As flores, sempre as flores

As notícias ruins como sempre tomam de assalto os microfones das rádios. Ao mesmo tempo, os buracos tomam de assalto as ruas. E os assaltantes, também como sempre, fazem a festa nas esquinas da cidade. A nós restaria chorar ou entregar a alma a Deus porque o corpo, este já…

Continuar lendo

Presente

Quero te dar o zumbido que corta o silêncio da noite denso como uma faca pouco afiada. O ruído dos motores, intenso, incessante, noite a fora. Vigília para os que dormem mal, servindo de fundo para uma história de amor, bela como a madrugada chegando mansa, saída de trás das…

Continuar lendo

Falar ou não falar

São Paulo é uma cidade enorme, capaz de tudo, seja para um lado, seja para o outro. Da mesma forma que as maiores barbaridades acontecem diariamente, acontecem também atos que engrandecem o ser humano e que passam desapercebidos do grande público, em função de não virarem notícia. É verdade. A…

Continuar lendo

A vida cinza

Se de um lado São Paulo consegue apresentar coisas fantásticas, que a fazem uma cidade única na ordem internacional, de outro, tem um lado triste incrustado no peito de certas pessoas e que a faz mais brutal do que a própria violência. É o lado cinza da solidão, do desamparo…

Continuar lendo

A cidade e seus movimentos

Quando você imagina que o rumo é para lá, São Paulo te engana. É para cá, também. Mais ou menos, sempre foi assim. Desde o começo, no século 16, o planalto foi ocupado sem muita regra e nenhum planejamento, quem sabe com exceção do colégio dos jesuítas, colocado no alto…

Continuar lendo

O silêncio

  É impressionante como o isolamento da população, aceito e seguido pela população, mudou a cidade. Em todos os sentidos: no ar, na cor, no cheiro, no trânsito, mas, acima de tudo, no barulho, ou melhor, no silêncio. Me lembrei de uma experiência que fiz na casa de uma amiga…

Continuar lendo

O paliteiro galopante

São Paulo muda de cara todos os dias. Nada que as cidades vivas e dinâmicas não façam, mas a velocidade aqui é alucinante. Foge dos parâmetros normais, ainda que se levando em conta outras metrópoles com as mesmas características. São Paulo corre feito o diabo da cruz desde o começo…

Continuar lendo

As ruínas

São Paulo é cruel e fria. Cidade rica e relativamente antiga, cobra preços inacreditáveis para dar ao vitorioso a fama e o sucesso. E as pessoas pagam. Pagam porque não imaginam a vida como algo diverso da luta diária pelo pão de cada dia. Não imaginam que possa haver beleza…

Continuar lendo