Uma tragédia não é igual a outra
Não é verdade que as tragédias consequentes das tempestades de verão sejam iguais. Não há duas tragédias iguais. Podem se parecidas, terem origem num evento climático da mesma natureza, mas cada uma é cada uma, até porque a forma como atingem o solo e as pessoas não é igual, cada uma tem características que a faz única, na violência, na brutalidade, nos danos causados.
O fato da região atingida estar no Rio Grande do Sul ou em Petrópolis é suficiente para deixar claro que não há como se falar em eventos iguais. Podem ser no máximo semelhantes, mas mesmo a semelhança termina no fato de ser uma tempestade, com mais ou menos vento.
A forma como ela se abate sobre o solo, como atinge as pessoas, como destrói cidades inteiras, como desabriga milhares de desesperados que não têm para onde correr, sejam humanos ou não humanos, faz com que cada uma seja única, com características únicas, que fazem as perdas e prejuízos serem maiores ou menores.
Depois das tempestades que assolaram o Rio Grande do Sul, muita gente acreditou que seria impossível outro evento tão violento. A crença foi desmentida pelos tornados que varreram o Paraná, no fim do ano passado.
Agora mesmo, algum lugar do imenso território nacional está sendo castigado pela fúria da natureza turbinada pela nossa irresponsabilidade. Não há o que fazer, os estragos estão aí, nas telas das TV’s, nas fotos dos jornais, nas entrevistas com as vítimas, ainda sem entender o que aconteceu.
Em comum, um único ponto. A falta de um planejamento sério, desenvolvido em conjunto por todos os envolvidos e responsáveis. Enquanto isso não acontecer, seguiremos na toada de sempre.
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