Al Gore na FIESP
[Crônica de 27 de outubro de 2009]
Faz pouco mais de duas semanas, Al Gore fez uma palestra na FIESP. AL Gore é o ex-vice-presidente norte-americano que se converteu à causa ambiental e fez um filme que entrou para a história, chamado “Uma verdade inconveniente”.
Nele Al Gore mostra a violência com que estamos destruindo planeta. As causas e os efeitos de nossas ações. E o preço absurdamente alto que nossos filhos e netos terão que pagar para colocar ordem na casa. O resultado para a humanidade foi uma força extra para uma luta difícil e para ele, na pessoa física, o “Prêmio Nobel da Paz” de 2007.
Merecido, mais que merecido, por todas as razões, mas, antes de tudo, por um conhecido homem público norte-americano ter conseguido uma repercussão impressionante para um tema que namorava a primeira página dos jornais, mas que ainda estava fora de algumas agendas públicas essenciais para sua equação dentro do concerto das nações.
A palestra na FIESP foi depois do filme. E o dado bom é que foi, apesar de todos os pesares, uma palestra otimista, onde a luz no final do túnel parece estar mais próxima do que pensávamos.
Numa fala clara e direta, o carismático norte-americano do Tenesse, vestindo terno escuro e botas de caubói, passou o recado de forma simples e honesta, não deixando margem para dúvidas sobre o papel de cada um.
Segundo ele, não há tempo para demoras. Copenhagen pode ser importante para a saúde do planeta. Cabe a sociedade fazer acontecer.
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