A festa da Federação
[Crônica de 20 de dezembro de 2001]
Todo fim de ano a Federação e o Centro do Comércio de São Paulo fazem uma festa para seus diretores. É uma reunião solta e alegre, onde mesmo em anos ruins, as pessoas chegam alegres e saem mais alegres ainda, depois de conversarem uma com as outras, durante algumas horas agradáveis, num lugar sempre lindo, decorado como se fosse um pedaço do paraíso, com música boa e comida e bebida em quantidade, como se fosse lá o esconderijo da fonte da fartura.
Faz muito tempo que todos os anos eu participo dos jantares de fim de ano da Federação do Comércio. E faz tempo que eu tenho vontade de participar e fico ansioso aguardando a noite de segunda-feira do mês de dezembro em que o SESC Pompéia abre suas portas para a grande noite de confraternização.
Confesso que todos os anos saio de lá me sentindo melhor depois de encontrar velhos amigos, que, atualmente, por conta do ritmo maluco da vida brasileira, eu não encontro mais com a regularidade de poucos anos atrás.
Este ano o jantar também foi no SESC Pompéia, e como todos os outros anos, ao longo dos últimos 14 anos em que tenho ido, foi gostoso e animado, divertido e leve, com o reencontro dos amigos matando a saudade em abraços apertados e risadas francas.
Quem conhece o SESC Pompéia sabe que é dos lugares mais bonitos de São Paulo. Portanto imagine um jantar lá dentro, com a decoração deixando os espaços amplos, mais amplos e mais bonitos ainda.
Imagine estes espaços tomados por gente de bem com a vida, comemorando as bênçãos de mais um ano difícil que chega ao fim, entre mortos e feridos, com todos mais ou menos salvos.
Pois é, é assim, alegre, que é o jantar de fim de ano da Federação e do Centro do Comércio.
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