8600 crônicas
Eu não sei se é recorde, ou se entraria no livro do Guiness, mas é assustador e maravilhoso verificar que eu já escrevi e levei ao ar 8600 crônicas. Nunca, quando eu comecei a escrevê-las, eu imaginei que chegaria a um número parecido com esse.
100 ou 220 já estariam de bom tamanho, mas o tempo foi passando, as semanas foram passando, cada dia útil com sua crônica, e agora chego a 8600 textos.
O começo de tudo foi uma conversa, em 1992, com o diretor da Rádio Eldorado, João Lara Mesquita, sugeri escrever um texto diário, de segunda a sexta feira, abordando um tema da cidade de São Paulo ou de seus moradores, e, quando fosse o caso, sobre algum outro fato que justificasse ir ao ar.
O João topou e eu comecei. No início tateei no escuro, tentando encontrar o ritmo e o foco, depois, com o tempo, a crônica começou a rolar no automático e a maior fonte de inspiração sempre foi a própria cidade e seus habitantes.
O lado bonito – as floradas maravilhosas, museus, vida cultural; e o lado não tão bonito – a Zona Leste com poucas árvores, o cinza como cor predominante, a poluição. E, absoluto, acima de tudo, o trânsito, a tragédia do trânsito paulistano que de 1992 para cá só piorou.
Como não poderia deixar de ser, nesta viagem, a CET, pela sua enorme incompetência para dizer o mínimo, ganhou espaço. Quem trafega pela metrópole sabe do que ela é capaz, ou incapaz.
Entre secos e molhado, o ouvinte é o dono da crônica. É quem me baliza, quem me mostra o rumo, quem me dá as pautas.
Muito obrigado a todos vocês, sem a sua ajuda e participação, com certeza a crônica não tinha alcançado esse número.
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Crônicas da Cidade vai ao ar de segunda a sexta na Rádio Eldorado às 5h55, 9h30 e 20h.