Solidariedade e apoio
Em tempos de “mounjaro” e outras mágicas que fazem, em pouco tempo e muito dinheiro, os gordos parecerem o irmão mais moço do Brad Pitt, reorganizando a vaidade humana e colocando pressão nos magros por natureza, eu quero, de cara, hipotecar minha mais absoluta solidariedade a minha barriga.
Já tratei do tema, mas dadas as circunstâncias e a capacidade de esquecimento como regra nos dias de hoje, quando uma imagem substitui um texto de Dante, volto a ele para reforçar minha mais absoluta solidariedade a minha barriga.
Ela pode ficar sossegada, não está ameaçada, nem há no futuro nuvem escura que encubra a felicidade de seus dias. Ao contrário, tenho a firme intenção de seguir em frente com ela, mantendo a antiga parceria de tantos anos, onde sempre tivemos uma disputa acirrada, mas honesta, ela de um lado e eu de outro, uma brigando para não perder peso e outro fazendo força para voltar ao peso de anos atrás.
Preciso dizer que ela tem sistematicamente se saído melhor do que eu, em outras palavras, no fim da semana a vencedora é ela, não tenho perdido peso, nem conseguido qualquer redução expressiva na minha circunferência.
Não adianta fazer regime, não adianta perder um quilo em 5 dias, um simples almoço de sábado recoloca tudo na situação anterior. Mas ela não é soberba, nem tripudia na vitória. Não, minha barriga aceita os fatos quieta. Ela sabe que não precisa gritar vitória. A sua simples presença mostra aos outros quem é a vencedora.
Eu poderia usar as novas mágicas a disposição dos gordos, mas prefiro deixá-las de lado. É melhor viver em paz com minha barriga, amiga e companheira de muitos anos. Graças a ela, eu como feliz e sem culpa.
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