Política e ipês
A verdade é que não há relação entre a política e a florada dos ipês. Ou melhor, há, mas apenas do ponto de vista dos ipês. Para os políticos é absolutamente indiferente se os ipês florescem mais ou menos, e a regra vale para todos, inclusive os tucanos, que poderiam ser ligados as árvores, apesar de serem raça em extinção, como mostram os resultados das últimas eleições e os acertos para as próximas.
Sim, tem tucano e tucano, não sei exatamente se os tucanos aves estão ameaçados de extinção, de todo modo, é comum ver alguns deles voando nos céus da USP.
Já os tucanos do PSDB, estes seguem ladeira abaixo, numa das maiores derrocadas das últimas décadas, o que mostra que ninguém vive do passado. O fato de terem produzido um dos melhores presidentes da nossa história recente não foi suficiente para mantê-los na tona, até porque não fizeram muita coisa para isso.
A campanha presidencial corre solta, já distribuíram mais de 100 ações judiciais para provar isso. Qual o fim dessa história é a grande incógnita, afinal a rejeição aos candidatos, somando-se os 2 que polarizam o tema, é de mais de 80%.
Quando 80% do eleitorado não quer 2 candidatos e eles seguem em frente tem alguma coisa profundamente errada.
É aí que a compaixão dos ipês faz sentido e a florada maravilhosa que enfeita a cidade é a forma que eles têm para mostrar solidariedade. Os ipês sabem que a coisa está feia e vai ficar mais feia em pouco tempo.
A forma deles interagirem com os seres humanos que os maltratam, mas que os plantaram cidade a fora é enfeitar os horizontes. Deixar mais alegre a tragédia nossa de cada dia. Mostrar que tudo tem uma razão de ser. E que a falta de inteligência não é a melhor delas.
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