Os culpados pela criminalidade
[Crônica de 10 de maio de 2002]
Este ano tem eleição geral. Em outubro serão eleitos o presidente da república, senadores, deputados federais, governadores e deputados estaduais. Quer dizer, quem manda no país deverá ser eleito e, tirando os prefeitos que ainda têm mais alguns anos, os outros todos podem ou não ser trocados, conforme as regras eleitorais, que ninguém sabe muito bem quais são, mas que vão dar a toada da carruagem.
E o grande tema das eleições, por todas a razões e mais algumas, vai ser a criminalidade absurda que faz do Brasil campeão de assassinatos, roubos, furtos e mais uma série de crimes onde o sequestro se destaca, pela brutalidade, e frequência.
A desigualdade social faz parte da nossa vida e precisa ser combatida de frente. Não tem cabimento um país rico ter o número de pobres que o Brasil tem.
Mas também não tem cabimento o país ter os índices de violência que tem e aí jogar a culpa só na desigualdade social é arrumar desculpa, porque então deveríamos ter um número muito maior de bandidos.
O X da questão é este: na base desta história feia não estão só a miséria, a desigualdade social, ou a fome. No começo de tudo estão os políticos brasileiros.
Os homens capazes de votar as leis que atravancam o país e que dão origem a todas as mazelas que infernizam nossa vida e nos obrigam a ficar eternamente na entrada da porta para o primeiro mundo, mas sem conseguir passar.