A democracia permite
Dizia Churchill, o grande ministro britânico, que a democracia é o pior regime político que existe, pena que não inventaram nenhum melhor. Digam o que disserem, é por aí. A democracia é o único regime que garante o cidadão e permite que ele faça o que quiser, desde que não fira a lei.
Nos Estados Unidos essa regra é levada ao extremo, sendo permitido até que o cidadão não aceite o regime político da nação. Em outros países, essa liberdade é um pouco menos extensa e num terceiro grupo, paladinos, como novos Roy Rogers, se outorgam o poder de dizer o que é o quê.
A democracia permite ser a favor ou contra, aceitar ou não aceitar e, nas votações, escolher quem quiser, até os que evidentemente não serão bons governantes, mas que costumam ser bem votados.
E a regra funciona mais ou menos bem em várias nações, com o jogo seguindo em frente, ainda que o preço a ser pago, invariavelmente, fique caro para o povo. Tanto faz, é assim e vamos que vamos.
Onde fica esquisito é quando gente preparada, capaz de discernimento apurado, decide apoiar alguém que evidentemente não está imaginado governar em prol do bem comum.
Se é de direita ou de esquerda é completamente indiferente. Os dois extremos são um tão ruim quanto o outro. Só que tem quem, democraticamente, ache que não é por aí. Por exemplo, outro dia ouvi de um empresário bem-sucedido que o exército brasileiro virou comunista. Da mesma forma que ouvi de um professor universitário que Stalin era nazista, mesmo tendo sido o ditador da Rússia Comunista por várias décadas.
Tudo bem, a democracia permite as duas posições e ninguém pode impedir quem quer que seja de acreditar no que quiser, até que a Terra é plana. O problema é que esse comportamento costuma ter consequências e, no nosso caso, a mais grave é ficarmos patinando na miséria.
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