Amanhã é ano novo
Amanhã será 2026. Poderia ser 6576, ou 24, tanto faz, é só uma convenção baseada no marco inicial da contagem do tempo.
Tempo, algo que nós criamos, mas que existe independentemente do que nós achamos. Por que é assim? Desde a mais remota antiguidade o tempo é medido pelo movimento da lua e a volta da Terra em torno do Sol.
O resultado é o ano e seus dias. Com base nestas fórmulas, a Terra leva 365 dias e 6 horas para completar uma volta. Amanhã começa uma nova volta. A volta número 2026, depois do nascimento do Cristo, e da garfada em coisa de 30 anos para acertar o calendário Juliano.
Convenções, tanto faz o ano certo ou errado, a certeza ou o erro é apenas uma comodidade material, que pode ser potencializada cosmicamente através de uma leitura astrológica.
Quem sou eu para entender os mistérios do cosmos, as distâncias siderais, a vida das galáxias, ou a imagem dos dinossauros refletidas na última nebulosa da constelação ainda não descoberta?
Amanhã é ano novo e isso deveria bastar. Para que perder tempo pensando naquilo que está além da nossa capacidade de entendimento?
É assim porque é assim e dentro das convenções, o assim, amanhã, exige alta dose de alegria, otimismo e a certeza de que tudo vai dar certo e que vamos começar o ano emagrecendo 25 quilos, com a ajuda das novas canetas emagrecedoras.
Tudo deve ser festa, tudo deve ser alegria, tudo deve ser como deve, até porque todos esperam que seja assim. Se depois as coisas mudam e a ladeira fica muito íngreme, isso é outra história.
Agora, é hora de ter certeza que vai dar tudo certo, que o mundo é uma maravilha, que o mal e o feio desparecerão e que a felicidade será um estado de bem-aventurança eterna. Feliz ano novo.
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