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É hora da sociedade se posicionar

Tem certos momentos na história da humanidade em que a sociedade não pode se calar. O Brasil atravessa um deles e a sociedade precisa se colocar, dizer chega, é hora do país voltar para os trilhos e seguir avante sem barbaridades, meia barbaridades, distorções, ou o que quer que seja que tire a paz e a estabilidade da população.

Os 3 poderes estão equivocados em suas ações. O resultado é que o país está longe de ser a democracia que o presidente do Supremo Tribunal Federal diz que está sendo atacada porque a sociedade está exigindo um comportamento mais ético, claro e transparente da mais alta corte da nação.

A verdade é que executivo, legislativo e judiciário perderam a noção e se esquecem de que não são mais do que representantes do povo, funcionários públicos com a missão de bem gerir a coisa pública, que não é deles, mas do povo brasileiro.

Para isso, o Presidente da República e o Legislativo são eleitos pelo povo, mas o Supremo Tribunal Federal não é. É indicado pelo presidente da república – em teoria escolhendo profissionais de alto saber jurídico e ilibada reputação – para dirimir as questões constitucionais que afetam o dia a dia da nação.

Mas o Supremo não tem sido isso. Se transformou num enorme tribunal penal que extrapola sua missão. Uma corte como ele não pode ter qualquer mancha, qualquer dúvida a respeito de seu funcionamento, ou de seus ministros.

Quando a confiança esgarça quem perde é a nação. Democracia é democracia e ela não é ameaçada quando alguém se vale de seus pressupostos para exercer sua cidadania e seus direitos.

Mas se o Supremo passa um momento difícil, o executivo e o legislativo não estão se saindo melhor. É hora da sociedade dizer basta.

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Crônicas da Cidade vai ao ar de segunda a sexta na Rádio Eldorado às 5h55, 9h30 e 20h.

Antonio Penteado Mendonça

Advogado, formado pela Faculdade de Direito Largo São Francisco, com pós-graduação na Alemanha e na Fundação Getulio Vargas (FGV). Provedor da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo (2017/2020), atual Irmão Mesário da Irmandade, ex-presidente e atual 1º secretário da Academia Paulista de Letras, professor da FIA-FEA e do GV-PEC, palestrante, assessor e consultor em seguros.