Calma e moderação
Atacar o próximo quando o próximo está distante é fácil. O duro é atacar o próximo quando o próximo está próximo. Nessa hora um grupo grande de valentes faz de conta que não é com eles, que estão ali por engano, pegaram o bonde errado e estão perdidos numa quebrada que eles não têm ideia qual é.
Tem gente que recebe uma mensagem com uma informação absurda e sem pensar no que está fazendo, sai gritando que está tudo errado, que o Trump pode atacar a Groenlândia, que Taiwan é da China, assim como a Guiana Francesa é dos belgas.
Coisas da vida moderna, alimentada a “fake news” e pomada glostora a única que garante a beleza da sua cabeça e faz o corte a navalha parecer coisa de velho.
O mundo é um lugar muito louco e fica cada dia mais louco, impulsionado pelas redes sociais que discutem tudo, solucionam tudo, colocam a culpa de tudo, reinventam a invenção da roda e afirmam que o cacique cobra coral é o único administrador do clima.
Nesse mundo vale tudo, até o que não é, nem nunca será. Pode mais quem sabe manejar a geringonça, quem navega pelas redes com competência operacional e não necessariamente sabedoria.
Por isso é preciso muito cuidado. Como dizia um antigo político que fez carreira de sucesso e ficou muito rico, cautela e caldo de galinha nunca fizeram mala a ninguém.
Não entre na onda só pela onda. Pergunte sem tem sentido ser o que estão dizendo que é. Invariavelmente não tem. Por exemplo, o Trump pode fazer muita loucura, mas ele ainda não queimou nota de cem dólares.
Modere sua excitação, não confunda com equitação, não saia galopando à toa. Prefira ir a passo, você vai chegar mais longe.
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Crônicas da Cidade vai ao ar de segunda a sexta na Rádio Eldorado às 5h55, 9h30 e 20h.