A cidade esburacada
São Paulo, Pequim, Nova Iorque têm em comum serem grandes. Da mesma forma que Tóquio, Londres e Paris. Já Berlim, Roma e Madri são menores. É assim porque é assim, o mundo não explica muitas as coisas, simplesmente age, e seja o que Deus quiser.
Do outro lado, temos regiões com menos de 1 mil habitantes e elas são tão boas quanto as grandes áreas, densamente povoadas, com populações na casa dos milhões de habitantes.
Tem quem diga que a qualidade de vida de uma pequena comunidade rural é muito melhor do que a de qualquer grande cidade no planeta. Tudo depende do ponto de vista, da expectativa do cidadão. Tem quem prefira grandes áreas poluídas e quem prefira pequenos vilarejos, onde o ar puro faz toda a diferença. Cada um sabe de si. Bola pra frente.
Onde a coisa muda, pelo menos parcialmente, é em detalhes como os buracos ou o trânsito. Em São Paulo tem muito buraco, em Nova Iorque e Pequim tem bem menos. E a regra vale para Londres e Toquio, também têm menos buracos do que as ruas paulistanas.
Mas São Paulo se destaca em mais um ponto: não basta ter buracos, eles devem ser das mais variadas formas e tamanhos. E aí nossa metrópole, mais uma vez, sai na frente e segue na frente até o final do jogo.
São Paulo tem buracos quase insignificantes e enormes crateras que se abrem, invariavelmente por conta de uma concessionária de serviço público que faz besteira, ou não faz manutenção.
O problema é que os buracos pequenos, sem manutenção, tendem a crescer e é isso que acontece diariamente na capital paulistana. Em pouco tempo eles se tornam grandes buracos e até crateras. O resultado é que a prefeitura fica sempre correndo atrás, sem chance de virar o jogo, até porque as concessionárias de serviços públicos, parece que jogam contra.
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