Ano novo
[Crônica de 31 de dezembro de 2013]
Que 2014 seja melhor que 2013 e pior que 2015.
Tem gente dizendo que será um ano difícil, muito difícil. Que a economia está desarrumada e que ninguém está fazendo nada para colocá-la nos trilhos porque 2014 é ano de eleição e para político, em eleição, a única coisa feia é perder.
Tanto faz, agora é véspera de ano novo. Amanhã a folhinha vira, o dia primeiro de janeiro chega e com ele todas as possibilidades, a chance de ser feliz com tudo de complicado que o ano possa ter.
Felicidade não é só ganhar dinheiro. Não vou dizer que dinheiro não é bom, mas amor é muito melhor, carinho também e amizade e companheirismo. Que a prosperidade te acompanhe, que o trabalho honesto seja recompensado com o sono dos justos e o pão nosso de cada dia.
Pode vir junto um automóvel novo, uma viagem, um apartamento ou tudo somado, completando o amor da sua vida. Como ela, que a fartura seja prato servido em todas as refeições, rico como as jabuticabeiras carregadas em outubro.
Que não te falte nada, nem de vestir, nem de comer. E que os que te são caros tenham um pouco mais do que o necessário também. Que a alegria ronde seus dias e faça leve suas noites, que com ela a vida corra colorida, recheada de bombas de chocolate, torta de maçã e sorvete de baunilha com pistache.
Finalmente, que saúde seja marca registrada em seu nome.
Que em 2014 saúde seja verbo intransitivo, permanentemente no presente e sempre só o lado saudável. Que as doenças fiquem nos livros de medicina e que a bem-aventurança coroe teus dias, amém.
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