Os órfãos da revolução
[Crônica de 14 de abril de 2010]
Se há duas coisas completamente diferentes é a história do Brasil contada nos livros escolares e a história do Brasil como de fato aconteceu.
Nada que no resto do mundo também não ocorra, mas aqui a diferença é grande demais. Além disso, a forma como nossa história oficial é contata é muito chata.
O resultado é que pouca gente no país conhece uma história rica, e bonita, com passagens de heroísmo raro e tragédias inimagináveis; com todos os erros e acertos que moldaram a nação criando as fronteiras do país e a base da população.
Mesmo a história recente é desconhecida. Quase ninguém sabe quem foram “Os Tenentes”, o que foi “Os 18 do Forte”, ou sequer imagina que em 1924, durante uma revolução, a cidade de São Paulo foi bombardeada com tiros de canhão.
Quantas pessoas sabem quem foi o Tenente Siqueira Campos que dá o nome a Parque Trianon? Quem já ouviu falar em Itararé, a batalha que não houve?
Pois é, o Brasil é o que é porque 80 anos atrás estes fatos estavam acontecendo, redesenhado a nação, mudando a forma de governo e o eixo do poder.
Para quem se interessa, acabo de ler um livro fascinante sobre o tema. 1930 – Os órfãos da Revolução. Escrito pelo jornalista Domingos Meirelles, o livro em 670 páginas de texto, fora os créditos, narra e analisa de forma fácil, quase como se fosse um romance, os principais fatos que desaguaram na Revolução de 1930, que levou Getúlio Vargas ao poder. Além dele, lá estão Washington Luiz, Julio Prestes, Luiz Carlos Prestes e todos os outros que ajudaram a dar cara ao Brasil de hoje.
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