Verão é verão
Verão é verão. Com tudo que a estação traz de bom e de ruim. Se verão é sinônimo de férias, também é sinônimo de um calor escaldante, ou como diria minha avó Sara – calor abissínio!
Este ano a coisa está brava, o calor está mais forte do que a média dos anos anteriores e dormir de noite, sem ar-condicionado é uma aventura tão radical quanto escalar o K3. Por outro lado, é uma forma de brincar de croquete e ficar rolando na cama sem conseguir dormir porque o suor que escorre pelo corpo não permite.
Verão quer dizer viajar para a praia, tomar sol, banho de mar, comer batatinha frita, lula e, os mais corajosos, espetinho de camarão, frito e depois mantido aquecido pelo sol escaldante, enquanto o vendedor caminha entre as barracas anunciando a qualidade e o frescor do produto. O fantástico é que tem gente que come e não passa mal.
Mas os mais normais, os humanos com certificado de origem, estes sofrem com bem menos que um espetinho de camarão. A simples soma de um hamburger no almoço e uma pizza de noite é suficiente para causar estragos de monta.
São os ossos do ofício. Faz parte da cena de verão a praia, o calor, a fome e a intoxicação. Pode variar o dia e a intensidade, mas dificilmente alguém escapa ileso, ao longo do mês.
Pode mais quem chora menos. Tem gente que acha que mar é piscina de plástico e que entrar e enfrentar as ondas nunca tem consequências. Não é bem assim. Os guarda vidas e os bombeiros sabem disso. O resultado é que esse ano o número de fatalidades está acima da média dos anos anteriores, com tudo de triste que a notícia traz.
Enfim, verão é verão, com o bom e o ruim da estação. O importante é não perder o foco para não ser a próxima vítima.
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