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Recorrente

Não estou diminuindo o tamanho da tragédia, simplesmente, constato que não é única, que desde o começo, o ser humano sempre se superou na arte de causar o máximo de dano possível a outros seres humanos.

A Bíblia conta que o primeiro grande equívoco foi Eva acreditar na serpente e Adão, por razões óbvias, dar força para a amada. O resultado não foi bom e ficou pior quando o filho deles, Caim, matou o irmão, Abel. Daí pra frente a história é repleta de tragédias que se sucedem ao longo dos séculos, em todos os continentes, até chegar no holocausto nuclear.

Para quem gosta de exemplos, os gregos mataram e escravizaram milhares de troianos; os hebreus mataram por ordem de seu Deus, milhares de filisteus; Alexandre o Grande num único dia crucificou 3 mil moradores de uma cidade que esse opôs a ele; os romanos mataram todos os druidas que caíram em suas mãos; os cruzados trucidavam outros cristãos.

E no oriente não foi diferente, os imperadores chineses matavam seus inimigos com requintes de crueldade; os samurais cobriram de sangue o solo japonês; os indianos trucidam seus inimigos em massacres apavorantes.  Para não falar em Hitler, Stalin, Mao Tsé Tung, Pol Pot, Che Guevara, etc.

Trump é só mais um. E o estrago que ele faz é brutal. Ele lembra um menino mimado jogando War, só que o tabuleiro é o planeta.

Mas quem tem a força é ele, então cautela e caldo de galinha nunca fizeram mal a ninguém, não é hora de achar que é macho e que dá para enfrentar a fera. Só bobo acredita nisso.

Tem que ter um jeito de segurar o monstro – o mais fácil seria uma união internacional contra ele. Mas isso é poesia. Até hoje, apesar de dar certo, poucas vezes um ser humano se uniu a outro para enfrentar a ameaça comum, imagine, num cenário polarizado, países fazendo isso.

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Crônicas da Cidade vai ao ar de segunda a sexta na Rádio Eldorado às 5h55, 9h30 e 20h.

Antonio Penteado Mendonça

Advogado, formado pela Faculdade de Direito Largo São Francisco, com pós-graduação na Alemanha e na Fundação Getulio Vargas (FGV). Provedor da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo (2017/2020), atual Irmão Mesário da Irmandade, ex-presidente e atual 1º secretário da Academia Paulista de Letras, professor da FIA-FEA e do GV-PEC, palestrante, assessor e consultor em seguros.