O centenário da Academia Paulista de Letras
[Crônica de 18 de fevereiro de 2009]
Este ano a Academia Paulista de Letras comemora seu centenário. Por conta disso estão previstos uma série de eventos, visando divulgar a cultura, com foco no que é feito, principalmente, em São Paulo.
Fundada em 1909, tento entre seus integrantes uma mulher, o que era inédito à época, a APL ao longo de sua existência atravessou fases de vacas gordas e fases menos fartas, até chegar aos dias de hoje, instalada no Largo do Arouche, em prédio próprio, onde guarda uma biblioteca que se destaca entre as melhores do país.
Composta por 40 acadêmicos, a Academia Paulista de Letras, como todas as academias de letras estaduais brasileiras, segue o modelo da Academia Brasileira de Letras, baseado na Academia Francesa.
Entre os nomes que ocuparam e ocupam suas cadeiras despontam, entre outros, Brasilio Machado, Mário de Andrade, Menotti Del Picchia, Guilherme de Almeida, Alfredo Ellis, Julio de Mesquita Filho, Ligia Fagundes Telles, Paulo Bomfim, Miguel Reale, o pai e o filho, Paulo Nogueira, o filho e o neto, Geraldo Vidigal, Paulo José da Costa Junior, Ives Gandra, Ignácio Loyola Brandão, Ana Maria Martins, Crodowaldo Pavan, Walcir Carrasco, Gabriel Chalita, e a figura humana extraordinária que é José Renato Nalini, seu atual presidente.
Ao longo de sua história a Academia Paulista de Letras sempre lutou pelo desenvolvimento das letras e das ideias, em favor de um país mais preparado e apto intelectualmente a fazer frente aos desafios do mundo moderno.
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