Cada momento é único
Hoje o top de linha são os carros elétricos, especialmente os chineses, que vão comendo o que tem pela frente, com a indiferença de quem sabe que é a bola da vez.
Nem sempre foi assim. Há muito tempo, os grandes carros eram os americanos. Tinha europeus, mas a maioria era americana. Depois os europeus chegaram e fizeram a festa, enquanto a indústria nacional crescia, com Kombi, DKV e JK abrindo caminho para fuscas, gordinis, Aero-Willys, Simcas e outras joias que rodavam ao lado dos importados.
Então vieram os maravilhosos Ford Galaxys e Dodges Darts, uma categoria acima dos Opalas e Corcéis que encheram as ruas das cidades brasileiras, disputando espaço com os fuscas, os grandes campeões, absolutos com seu motor traseiro, refrigerado a ar.
Em 1965 a Volkswagen fabricou inclusive um fusca teto solar, que não foi bem aceito e em seguida saiu de linha. O teto abria girando uma manivela instalada no meio da capota, e o espaço aberto ficava em cima da cabeça dos passageiros dos bancos da frente.
Meu pai nunca me deixou ter fusca, ou mesmo guiar muito o da minha mãe. Para ele gente moça tinha que dirigir carro com motor na frente. “Se bater forte o motor protege”.
Foi por isso que meu primeiro carro foi um chevrolet Opala, 2500, verde amazonas, 1971, placas AM 6392, comprado na Zona Sul, concessionária do pai do meu amigo Zé Cássio.
Foi um carro fantástico. Em 2 anos rodei 98 mil quilômetros sem nunca ter um problema mais grave. Varei o Brasil, via Brasília e Minas Gerais, até o Rio Grande do Norte e voltei, sem furar um pneu. Um dia ainda vou comprar um Opala 2500, Especial, verde amazonas, 1971, para guardar e lembrar de uma história muito legal.
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