A porta de entrada envergonha
A porta de entrada do Brasil é o aeroporto de Guarulhos. Maior aeroporto do país e um dos maiores da América do Sul, Guarulhos atende mais de 20 milhões de passageiros anualmente. Parte é brasileira, parte é estrangeira.
Os brasileiros usam Guarulhos mais do que precisaria porque a malha aérea nacional é muito ruim. Imagine alguém de Campo Grande que quer viajar para João Pessoa, precisa vir primeiro para São Paulo para depois seguir viagem.
Já os estrangeiros descem em Guarulhos porque São Paulo é o principal centro de atração de turistas e, também, porque a malha ruim exige que eles venham para cá, antes de seguirem para seus destinos.
Guarulhos deveria ser um cartão postal, limpo, moderno, bem cuidado, enfim, um lugar que impressionasse bem quem vem para o Brasil, a trabalho ou de férias.
Não precisa ser o aeroporto de Dubai, mas poderia ser um aeroporto minimamente bem cuidado. Com piso em ordem, paredes pintadas, teto sem vazamentos e banheiros em boas condições.
Infelizmente, não é isso que se vê. Quem sabe com inveja dos desmandos de todas as naturezas que entristecem o país, Guarulhos faz questão de se apresentar mal.
O drama começa no estacionamento do terminal 3. Mal sinalizado, mal ocupado, com cancelas que invariavelmente não reconhecem os tags, é um martírio para quem estaciona lá. Mas a coisa vai além. A passarela entre o estacionamento e o aeroporto está com o piso descascado.
E os salões também não impressionam pelo asseio e pelo cuidado. Na partida e na chegada a coisa está malparada. Do lado de cá e do lado de lá dos portões o serviço fica devendo muito. É uma vergonha nacional.
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