De mal a pior
As eleições estão chegando, quer dizer, para a campanha política que já começou, mesmo antes da hora, as eleições estão chegando, apesar de serem em outubro.
Para a população em geral, as eleições são mais do mesmo. Mais do mesmo que quase ninguém mais aguenta. O Brasil está cheio da esquerda e está cheio da direita, que se dizem inimigos, mas se unem todas as vezes que interessa, como quando o assunto é salvar a pele ou ganhar mais dinheiro.
Da forma como vai, as eleições serão polarizadas, quer dizer, de um lado Lula e sua turma e de outro Bolsonaro e sua turma. No meio os brasileiros que querem paz para tocarem suas vidas e que com certeza não querem votar em nenhum dos dois.
O mote é recorrente, bandalheira, nepotismo, corrupção, Banco Master e segurança pública. Todos querem ser donos do tema, mas nenhum, de verdade, fez alguma coisa para combater o que se vê hoje no país.
Enquanto isso, o governo torra grana que não tem e que vai fazer falta no ano que vem e a oposição desce o pau, mas acha ótimo porque está nadando de braçada nas emendas parlamentares.
Todos fingem que fingem. Copiando Fernando Pessoa, fingem tão bem a vergonha que sentem que até parece verdade que sentem vergonha.
Entre secos e molhados, com o mundo de ponta cabeça, fazemos o que dá para seguir em frente com um mínimo de dignidade para fechar o dia com o caixa empatado.
Se ficar desse tamanho, está para lá de bom. O problema é que pode não ficar. Com tanta gente que manda mandando, entre secos e molhados pode sobrar para quem não tem nada com isso, mas é quem paga a conta.
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