Nada é para sempre
Diz o ditado que nada é para sempre. Se há uma verdade baseada na experiência é essa. Nada é para sempre. Nem os deuses são eternos. Que o digam Baal, Amon, Zeus, Hera e outras divindades que tiveram seus momentos e foram esquecidas.
Se nem os deuses são eternos, o que dizer do que não é eterno. Os dinossauros dominaram a Terra por 300 milhões de anos. Desapareceram. Em compensação, as baratas estão aí e seguem firmes e fortes, prontas para sobreviverem as explosões atômicas, capazes de destruírem a vida humana.
Passam os deuses e passam as civilizações e seus heróis. Passa a sua história. São esquecidas, cobertas pela mata que toma e esconde antigos palácios, monumentos feitos para homenagear as grandezas e os feitos de povos que ninguém mais sabe o nome.
Passam as pessoas. As ruas de São Paulo homenageiam gente diferenciada, recebendo seu nome, dado pela Câmara dos Vereadores. Quantas placas de rua te dizem alguma coisa, te lembram alguém ou alguma data que quiseram homenagear?
Você sabe quem foi Roberto Zucollo? Pois é mudaram o nome da Ponte Cidade Jardim para homenageá-lo, mas quantas pessoas em São Paulo sabem quem ele foi?
E o que aconteceu no dia 25 de março? Para ficar mais fácil, quantas pessoas sabem o que aconteceu no dia 23 de maio? Como? De que ano? Se não sabem o dia, o que importa o ano?
Não, nada é para sempre. Os dinossauros morreram, as estrelas morrem, as pessoas morrem, as empresas desaparecem, seus nomes são esquecidos. Não dizem absolutamente nada, são no máximo um ponto de referência para entregar sua correspondência.