Os sabiás não estão em campanha
Não, não é verdade que os sabiás estejam em campanha política, ou que pretendam se engajar nas disputas eleitorais que vão chacoalhar o Brasil nos próximos 2 meses.
Os sabiás têm coisa mais importante para fazer do que apoiar este ou aquele candidato numa eleição que se pauta pela baixaria, falta de ética, passado vergonhoso e outras atrocidades que mancham a política nacional.
Não é caso de se discutir se este ou aquele candidato deve ou não deve participar dos debates para avaliar as ideias de cada um sobre o que pretendem para o Brasil, no próximo exercício político.
Grosso modo, a partida é com cartas marcadas. O atual presidente não quer ninguém que não seja o filho do ex-presidente como adversário no segundo turno. Ele está convencido que contra ele será moleza. E o filho do ex-presidente também não quer ninguém diferente do atual presidente, até porque, na sua visão, é dele que ele ganha e, se perder, não perde o controle da direita.
Os temas envergonham gentes e sabiás. Como as pessoas têm que votar obrigatoriamente, não há o que fazer em relação a elas, de nariz tapado ou não, votarão. Mas os sabiás não precisam votar, então não o farão, até por respeito próprio. Eles acham feio votar numa eleição como essa. E estão cobertos de razão.
Isto posto é definitivo, a cantoria dos sabiás nas madrugadas paulistanas não tem nada a ver com a campanha a política de quem quer que seja. A favor ou contra, de cima ou debaixo.
Os sabiás cantam este ano como cantaram no ano passado e no anterior, e no anterior, inclusive no período da pandemia e até antes dele.
Eles cantam porque é a forma que um sabiá esperto descobriu para atrair as fêmeas e acasalar antes dos outros. Não tem nada com política.