Alucinados
Cada vez mais o trânsito de São Paulo gera loucos e alucinados de todos os tipos. São motoristas, motociclistas, ciclistas e pedestres, todos na busca da sandice perfeita.
As ruas e calçadas da cidade assistem impávidas, até porque não têm outra coisa a fazer, situações dantescas ou pós-dantescas, onde a irresponsabilidade dá lugar a alucinação e ao desatino, causando todo tipo de acidentes, com e sem vítimas.
Outro dia não fui vítima de um acidente que poderia ter sido muito sério porque o meu anjo da guarda colocou a mão debaixo do meu carro e o anjo da guarda do motociclista colocou a mão em volta dele e da sua moto.
Eu estava na Faria Lima em plena conversão em frente ao Shopping Iguatemi quando um motociclista surgiu pela esquerda, querendo passar.
Ele não bateu no meu carro por menos de 3 centímetros. Deu para desviar e parar antes da colisão. Preciso dizer que o motociclista reconheceu a própria imprudência e me pediu desculpas, antes de sair de novo, avenida a fora, como se fosse salvar o pai da forca.
As estatísticas apontam uma morte por dia no trânsito paulistano. Pelo nível de maluquice é pouco. Quem desce a Rebouças vê que o quadro é muito pior, ou poderia ser muito pior, se os anjos da guarda não trabalhassem em dupla para evitar pelo menos os acidentes mais graves.
Mas quem acha que os culpados são aqueles motociclistas que não respeitam nada, nem ninguém, sinto informar que o quadro é muito mais sério e que a falta de policiamento nas ruas aumenta as chances dos acidentes se multiplicarem.
Além dos motociclistas, quantos motoristas cometem absurdos de todas as ordens? E os ciclistas que trafegam entre os carros em plena Marginal? O duro é que deve piorar.