Dois exemplos
Faz pouco tempo, o Estadão publicou uma matéria de página inteira sobre José Luiz Setubal, um médico pediatra, mas que além disso é dos maiores filantropos brasileiros.
Dono do Hospital Sabará, referência em medicina pediátrica, onde faz um trabalho de excelência em favor das crianças que atende, e criador da fundação que leva seu nome, exemplo de filantropia bem-sucedida, com um programa de trabalho planejado para dar certo hoje e no longo prazo, José Luiz é um homem diferenciado, especialmente se for comparado com outros que antes de tudo exploram o Brasil.
Herdeiro de Olavo Setubal, o homem que preparou o grupo Itaú para ser a potência atual, carro chefe do sistema financeiro brasileiro, José Luiz poderia ter mansões, iates, aviões, e andar pelo mundo sem outra preocupação, além de viver muito bem.
Mas ele foi para o outro lado. Entrou de corpo e alma na missão de fazer o bem, de investir parte do seu patrimônio em minimizar as desigualdades que tornam o Brasil um país cruel.
Ex provedor da Santa Casa, que ele assumiu num momento extremamente difícil, José Luiz transformou o Hospital Sabará numa usina de força, focada na pediatria e no bem-estar da infância.
Ele é o único? Não, tem mais gente que também faz e não conta que faz. Quem sabe o melhor exemplo seja a Fundação Bradesco, administrada pelo maior concorrente do Itaú, que há décadas presta serviços os mais relevantes no campo da educação e que é internacionalmente reconhecida e premiada pelo trabalho que realiza.
São iniciativas como estas que me fazem acreditar que o Brasil tem jeito. Se temos ladrões e sanguessugas, temos também, gente de primeira ordem que coloca a função social em lugar de destaque.