Liquidificador ou Batedeira
O Brasil se transformou num enorme conglomerado de más notícias, más práticas, más lembranças e poucas chances de um futuro promissor, pelo menos no curto prazo.
Temos de tudo em todos os lugares, começando pela gloriosa classe política, onde o interesse pessoal, o conchavo, a bandalheira e a corrupção estão presentes diariamente, tocados a toque de caixa por boa parte de seus integrantes.
Mas não são apenas os políticos que roubam o futuro da nação. Não, a insegurança jurídica, a falta de lógica nas decisões, a politização do Supremo, o desrespeito ao texto constitucional, a usurpação de competência, não favorecem em nada qualquer chance minimamente possível de um futuro mais promissor.
Do outro lado, o executivo virou refém do legislativo e devedor do judiciário e isso não melhora em nada o quadro geral, onde a procuradoria da república da exemplos do que não deveria ser feito, pelo menos num país dito democrático.
Como se não bastasse, o crime organizado é muito mais organizado do que os representantes da sociedade organizada e isso lhe dá uma vantagem competitiva determinante no processo de ocupação do solo e interferência nos negócios.
Dizem os especialistas da Universidade Municipal de Redenção do Murgeia que a única solução seria fazer um enorme bolo, composto por todos os problemas e desmandos que atrapalham a vida nacional.
A ideia é boa, mas até nisso a polarização complica a adoção da melhor solução. De um lado tem os que defendem o uso de uma batedeira, de outro tem os que defendem um liquidificador. E no meio duas decisões antagônicas do Supremo travam o processo.