Os sabiás pouco se lixam
O Brasil segue em frente. Não tem choro nem vela, depois das eleições o jeito é tocar em frente com o que temos. Qualquer alternativa é fantasia, o jogo é esse e o jeito é aceitar a vida como a vida vem.
Poderia ser diferente? Não, do jeito com que as coisas foram acontecendo, faz muito tempo que o nosso destino estava traçado. Não tem como ser de outra forma. Desde a redemocratização, com raras exceções, o que se viu não foi o bom ou o interesse em levar o país para frente.
Ao contrário, os escândalos de corrupção foram muito mais constantes do que os grandes avanços no campo social. A quantidade de grana tungada dos cofres da pátria assustariam até Dario, o imperador dos persas. Foram bilhões de dólares jogados no bolso de gente muito mais interessada no próprio bolso do que na educação e na saúde dos brasileiros.
O exemplo do Banco Master diz tudo, de alto a baixo, de lado a lado, gente de todas as cores meteu a mão na massa. A pergunta que não quer calar é onde estavam o Banco Central, o COAF e outros órgãos de controle?
Se o cidadão comum faz duas transações de 20 mil reais, caem em cima dele. O Master sumiu com mais de 60 bilhões e ninguém viu.
Imagine o que tiraram da Petrobrás e de todos os outros escândalos que chacoalharam o país. É sempre bom não esquecer que os outros eram gente muito maior, que não hesitaram em devolver bilhões de dólares e que grandes grupos, em nome da faxina moral, foram praticamente liquidados.
Não tem jeito, o jeito é acordar amanhã como você acordou hoje, e tocar em frente. Eu sei, tem uma forte dose de tristeza e uma maior ainda de vergonha. Mas fazer o que? É assim que a vida é. Seja lá pela razão que for o Brasil é isso. Com um ou outro, tanto faz, seria ruim do mesmo jeito.
O duro é que dessa vez não tem nem futebol para enganar as massas. É osso com osso, e isso dói demais. Daqui a 4 anos nos vemos de novo.