Registros escritos por Antonio Penteado Mendonça
O mundo gira e a gente roda
O mudo está de ponta cabeça. tudo que sempre foi, ou nos últimos 80 anos foi, não é mais, nem está perto de ser. Quem pode, pode, quem não pode se sacode. E o barco segue em frente, perdido na névoa de mentiras sobre o que acontece no Oriente Médio…
A beleza está escondida
[Crônica de 13 de maio de 2014] É verdade, este ano as paineiras deram um show. Floriram antes do tempo, ficaram floridas quase que até agora e enfeitaram a cidade com o rosa mais ou menos denso de suas flores. Não contentes com isso, quando as flores caíram, formaram um…
O Dia das Mães dos filhos que sumiram
[Crônica de 15 de maio de 2002] O Dia das Mães é um dia especial, um dia diferente, uma data criada inicialmente para incentivar o comércio, que tomou um rumo muito maior e nos faz parar para pensar e homenagear quem carrega o andor nas costas, a maior parte do…
E o homem criou o futebol
[Crônica de 27 de maio de 2002] Deus criou o homem e o homem inventou o futebol. Ambos achavam que estavam dando ao mundo algo feito à sua imagem e semelhança, mas que distância, pelo menos da ideia original. Se Deus é perfeito, o homem é com certeza a experiência…
Você e a cidade
A cidade é imensa, você é pequeno, mas é você que interage com ela, sem medo do seu tamanho. Ou com medo, mas não tem jeito, então é tocar em frente. Um dia depois do outro. Com todo seu assombro. São Paulo assusta. Sua imensidão feita de barulhos contínuos de…
Um mundo sem mulher
[Crônica de 8 de maio de 2002] Dia 8 é o dia da mulher. Não sei se seria preciso, mas ele está aí, e o jeito é entrar na dança e pegar o dia 8 para falar da mulher. Que ele é supérfluo, pelo menos para os homens, é evidente….
Calma, irmão. Paz na Terra.
O trânsito segue rumo ao caos absoluto. Ninguém quer parar a marcha, inexorável, em direção ao décimo segundo círculo do inferno. O que vem depois do círculo das redes sociais. O mais duro, o mais cruel. O que não tem saída e não se sabe se será remido no dia…
O ar nosso de cada dia
O pão nosso de cada dia está mais ou menos garantido, pelo menos até agora. Como o futuro ninguém sabe e tem louco de sobra mandando no planeta, o futuro, vamos deixar para lá. É melhor ficar com o garantido, ou quase, no caso, o pão nosso de cada dia….
O assaltado foi a vítima
[Crônica de 16 de fevereiro de 2001] Meu amigo, como boa parte de quem mora em apartamento, mora em apartamento por medo de assalto, uma mania que os paulistanos têm, mas que vão descobrindo que não resolve. Como ele costuma fazer, naquele fim de semana ele também foi para seu…
A certeza é o passado?
Alguém mais inteligente já falou que no Brasil até o passado é incerto. É uma afirmação corajosa, até porque aqueles que querem mudar o passado são poderosos e não gostam de ser desmascarados. Coisas da vida, que no Brasil adquirem uma conotação de heresia, que pode terminar com o indigitado…