Registros escritos por Antonio Penteado Mendonça
Solidariedade e apoio
Em tempos de “mounjaro” e outras mágicas que fazem, em pouco tempo e muito dinheiro, os gordos parecerem o irmão mais moço do Brad Pitt, reorganizando a vaidade humana e colocando pressão nos magros por natureza, eu quero, de cara, hipotecar minha mais absoluta solidariedade a minha barriga. Já tratei…
Um número inimaginável
[Crônica de 19 de março de 2008] Você consegue trabalhar com ordens de grandeza na casa dos 6 milhões de unidades? Confesso que para mim é difícil imaginar o que é isso. Conseguir quantificar e colocar em linha um atrás do outro, até completar o número inteiro. Suponde que um…
Os Ipês Roxos floridos
O mundo vai de ponta cabeça, cada dia tem uma novidade, boa parte delas lançadas pelo presidente dos Estados Unidos. O homem é uma locomotiva de absurdos de todos os tamanhos que impactam os mercados e bagunceiam o planeta. As coisas estão tão complexas que a Ucrânia, de vítima da…
No lugar errado
Quem disse que somos donos do nosso destino? Não somos. Quantas vezes alguma coisa nos afeta – para o bem ou para o mal – só porque estamos num determinado lugar, numa determinada hora? Pegando um exemplo mais completo, é evidente que os funcionários da SABESP não tinham a intenção…
O começo do começo
[Crônica de 5 de maio de 2005] São Paulo nunca foi oficialmente fundada em 25 de janeiro de 1554. Se houve uma única fundação, esta deveria ser no ano de 1560, quando a vila de Santo André da Borda do Campo se muda, por ordem do governador geral, para os…
A capela do Morumbi
[Crônica de 1 de março de 2000] Quem vai pela avenida Giovanni Gronchi, do Palácio para a Marginal, vê, à sua esquerda, um pouco antes de chegar na casa da Fazenda, uma capela em estilo colonial, bem simples. Uma capela típica de fazenda, o que ela, pela proximidade com a…
Os papagaios voltaram
[Crônica de 6 de abril de 2000] Faz pouco tempo Maria Antonieta – uma ouvinte e não a rainha da França – me escreveu, contando das pipas, que em outros tempos aqui em São Paulo se chamavam papagaio, e que elas voltaram para os céus da cidade, na região da…
A fábrica de loucos
[Crônica de 11 de outubro de 1999] O trânsito em São Paulo é uma das mais importantes fábricas de criar loucos do mundo. Aqui o limite é absoluta falta de limites. Tudo que alguém imagina que é impossível acontecer, acontece, na cara de todo mundo, sem ninguém ficar espantado, ou…
Pastel de queijo
[Crônica de 27 de fevereiro de 2003] Do alto de seus 471 anos São Paulo já fez muita coisa boa e muita coisa ruim. É o preço que as cidades pagam por serem cidades, corpos vivos e dinâmicos que se espalham ou se encolhem, ao sabor de sua capacidade de…
Os relógios da cidade
[Crônica de 15 de julho de 1999] São Paulo é uma cidade que vive com pressa. Quem sabe por isso tenha o número de relógios que tem e que ninguém presta atenção, ou se lembra ao menos que existem. Quantas vezes você já parou para pensar que em todos os…