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O Coronavírus brinca com o mundo

 

O coronavírus brinca com o mundo. Depois de se espalhar pela Ásia e atingir países tão distantes da China quanto o Brasil, algumas informações sobre o vírus vão ficando mais consistentes.

A primeira, e que realmente importa, é que a taxa de mortalidade do coronavírus é baixa. Menos de 3% dos casos resultam em óbito do paciente. A segunda, ruim, é que o vírus é mais letal em pessoas idosas ou com baixa imunidade. A terceira, também não tão boa, é que ainda não existe vacina. E a quarta informa que as providências adotadas para o seu controle não têm resultado positivo comprovado.

Para nós, leigos, taxa de mortalidade baixa quer dizer que morre menos gente infectada pelo coronavírus do que de dengue.

Mas isso não impede de o vírus estar fazendo um enorme estrago no mundo. São milhões de pessoas preocupadas com sua proliferação pelo planeta. São milhões de pessoas com poucas informações a respeito da doença. São milhões de pessoas expostas ao contágio e, portanto, com medo. Com muito medo.

A China está longe, mas o coronavírus está perto. Ainda é cedo para dizer como ele vai se comportar no Brasil, onde já chegou e deve aumentar a presença.

O que é certo é que ele chegou fazendo a festa em cima do mercado financeiro. Quando foi comprovado o primeiro caso da doença no país, a bolsa de valores despencou 7% em um dia e o dólar bateu recorde de alta, chegando nos quatro reais e quarenta e cinco centavos.

Nada que não aconteça no resto do mundo. Se o vírus mata poucos seres humanos, está fazendo milhares de pessoas perderem muito dinheiro. E o quadro deve se agravar. As previsões apontam queda no desenvolvimento mundial e isso é tão ruim quanto um vírus altamente letal.

Crônicas da Cidade vai ao ar de segunda a sexta na Rádio Eldorado às 5h55, 9h30 e 20h.

 

Antonio Penteado Mendonça

Advogado, formado pela Faculdade de Direito Largo São Francisco, com pós-graduação na Alemanha e na Fundação Getulio Vargas (FGV). É provedor (presidente) da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, ex-presidente e atual 1º secretário da Academia Paulista de Letras, professor da FIA-FEA e do GV-PEC, palestrante, assessor e consultor em seguros.