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Tem os que têm pouco e os que têm menos

 

Milhões de brasileiros dependem da rede de saúde pública, humilhada, diminuída, enxovalhada por décadas de administrações que jogaram o Brasil no buraco que está.

Em todos os níveis, o que fizeram com a saúde pública brasileira chega perto do absurdo, porque deixaram a rede pública ser devorada pela inflação e pela bandalheira, pouco se lixando com a população, que paga os impostos, que mantém os marajás em seus cargos e palácios.

O SUS está sucateado, mas, neste momento dramático da história nacional, sãos seus hospitais, públicos e privados, que estão escorando o baque e minimizando como podem os estragos causados pelo coronavírus.

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A pandemia já mostrou que é séria, muito mais séria do que imaginam alguns senhores da guerra encastelados em postos de comando e um bando de puxa-sacos que acha o máximo dizer que o chefe é o máximo.

Pessoas estão morrendo a cada minuto. A conta é estarrecedora e não tem como ser revertida. Tudo que podemos fazer é adiar, na medida do possível, a velocidade da propagação do vírus, apesar dos estragos que já foram feitos.

As histórias são terríveis e encontrar passagens tristes é fácil. Basta chegar na porta dos hospitais e ouvir o relato dos parentes das pessoas que perderam a vida, nas UTI´s e nos corredores lotados.

Mas se milhões têm muito pouco e tudo que podem fazer é correr para um hospital público, outros milhares têm menos ainda e invariavelmente não chegam sequer na porta desses hospitais.

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É isso que não pode acontecer. Todos são brasileiros e todos têm o direito de ter uma chance na luta para continuarem vivos no enfrentamento da Covid19. Os que têm menos ainda também são seres humanos e merecem ser atendidos como os demais brasileiros.

Crônicas da Cidade vai ao ar de segunda a sexta na Rádio Eldorado às 5h55, 9h30 e 20h.

Antonio Penteado Mendonça

Advogado, formado pela Faculdade de Direito Largo São Francisco, com pós-graduação na Alemanha e na Fundação Getulio Vargas (FGV). É provedor (presidente) da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, ex-presidente e atual 1º secretário da Academia Paulista de Letras, professor da FIA-FEA e do GV-PEC, palestrante, assessor e consultor em seguros.