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Renegando Darwin

Cada vez mais o homem moderno renega os princípios básicos elencados por Darwin como peças fundamentais para explicar e justificar a evolução das espécies.

Segundo o genial cientista, odiado por cristãos radicais que ainda aceitam a Bíblia como verdade e não como alegoria histórico-religiosa, as espécies evoluem de acordo com sua capacidade de adaptação ao meio ambiente com o qual interagem.

As com mais chances de adaptação evoluem, enquanto as que não se saem tão bem no processo de interação com as forças exteriores que as ameaçam tendem a desaparecer.

Ao longo da existência do planeta tem sido assim, desde as primeiras formas de vida unicelulares, até os dias de hoje, quando a interferência do ser humano ameaça espécies que por milhares, e até milhões de anos, conseguiram se adaptar com sucesso.

Mesmo sabendo disso, mesmo convivendo com a realidade das espécies ameaçadas e com a vontade de salvá-las, o ser humano dia a dia coloca em risco sua própria sobrevivência.

Não, não porque a ameaça atômica paire sobre nossas cabeças como acontecia até o final do século passado.

A ameaça, agora, está dentro de cada um de nós e da nossa incapacidade de continuar evoluindo sem os recursos tecnológicos modernos, com os quais simplificamos nossas vidas, mas comprometemos nossa sobrevivência.

Um exemplo? É Fácil. Veja o que acontece numa casa ou num escritório quando acaba a energia elétrica. Por pouco o caos não se instala e na melhor das hipóteses, para tudo, até a volta da força.

Crônicas da Cidade vai ao ar de segunda a sexta na Rádio Eldorado às 5h55, 9h30 e 20h.

Antonio Penteado Mendonça

Advogado, formado pela Faculdade de Direito Largo São Francisco, com pós-graduação na Alemanha e na Fundação Getulio Vargas (FGV). É provedor (presidente) da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, ex-presidente e atual 1º secretário da Academia Paulista de Letras, professor da FIA-FEA e do GV-PEC, palestrante, assessor e consultor em seguros.