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O colégio Rodrigues Alves

O colégio Rodrigues Alves fica na Avenida Paulista, onde aparece imponente com suas linhas clássicas, com cara de escola com tradição, o que ele, de fato, tem.

O colégio Rodrigues Alves comove, como o Caetano de Campos, ainda mais nos dias atuais, quando o ensino brasileiro é dos piores do mundo, na escola pública e também em parte das privadas. Que o digam os reprovados dos exames da OAB, formados bacharéis, mas sem a menor condição de serem advogados.

O colégio Rodrigues Alves destoa da avenida onde está. Prédio clássico, suas linhas sóbrias e baixas são o contraponto aos edifícios que a partir dos anos 70 deram cara para a mais paulistana das ruas da cidade.

Por outro lado, o prédio do colégio fala do tempo em que escola pública era sinônimo de bom ensino, onde se aprendia matemática, história e português, mas também se formavam cidadãos, aptos a entrarem na vida preparados para os desafios que eram rotina num país pouco evoluído e com enorme número de analfabetos, a maioria sem chance de cursar uma escola.

A diferença está aí. Enquanto hoje temos quase o mesmo percentual de analfabetos, tendo escolas sem nível, naquela época as escolas mantidas pelo governo estavam sempre entre as melhores e eram motivo de orgulho para a cidade, para os pais e para os alunos.

Nelas, se aprendia. E se aprendia tão bem, ou melhor do que nas escolas particulares. Daí a importância da restauração do prédio do Colégio Rodrigues Alves. Ele, sóbrio, imponente e digno é uma espada enfiada no peito de quem diz que nós temos boa educação.

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Antonio Penteado Mendonça

Advogado, formado pela Faculdade de Direito Largo São Francisco, com pós-graduação na Alemanha e na Fundação Getulio Vargas (FGV). É provedor (presidente) da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, ex-presidente e atual 1º secretário da Academia Paulista de Letras, professor da FIA-FEA e do GV-PEC, palestrante, assessor e consultor em seguros.