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Doe sangue

Doe sangue, doe sangue, doe sangue. O Brasil agradece, milhares de brasileiros agradecem, as famílias de milhares de brasileiros agradecem.

Doe sangue. É tão importante quanto ter a vacina contra o coronavírus. Ou mais. As transfusões de sangue são essenciais para salvar milhares de vidas, vítimas de acidentes ou porque necessitam cirurgias.

Tradicionalmente, nesta época do ano a doação de sangue diminui. As férias acabam cobrando seu preço e o resultado são menos doadores em ação, nos meses de verão.

De outro lado, é nestes meses que o número de acidentes aumenta, exigindo uma maior quantidade de sangue para tratar as vítimas.

2020 foi um ano atípico, com a pandemia virando as velhas rotinas de cabeça para baixo, desafiando as certezas e dando as cartas num jogo novo, que pouca gente conhece e ninguém sabe como joga.

Uma das marcas da evolução da pandemia foi o isolamento social que, com o tempo, foi deixado de lado, chegando no deboche do final do ano, quando milhares de brasileiros foram pra gandaia e mostraram porque merecem o presidente que temos.

O fato trágico é que neste momento os bancos de sangue do país estão com seus estoques em níveis críticos e as vítimas dos acidentes podem ficar sem transfusão de sangue e não serem salvas.

Além delas, pacientes que necessitam cirurgias eletivas não podem ser operados porque não tem sangue para as transfusões. O resultado é a ameaça concreta de centenas de brasileiros morrerem porque não temos sangue para garantir a ação dos médicos.

Pense nisso. Doar sangue não dói, não arranca pedaço e salva vidas.

Você pode doar no Hemocentro da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Ele fica na Rua Marquês de Itu, 579. É chegar e praticar o bem.

 

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Crônicas da Cidade vai ao ar de segunda a sexta na Rádio Eldorado às 5h55, 9h30 e 20h.

Antonio Penteado Mendonça

Advogado, formado pela Faculdade de Direito Largo São Francisco, com pós-graduação na Alemanha e na Fundação Getulio Vargas (FGV). É provedor (presidente) da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, ex-presidente e atual 1º secretário da Academia Paulista de Letras, professor da FIA-FEA e do GV-PEC, palestrante, assessor e consultor em seguros.