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Helicópteros

 

Não há dúvida, os helicópteros são uma das grandes invenções do século 20. Com sua mobilidade e capacidade de voo semelhante à dos beija-flores, o helicóptero está apto a realizar as mais impressionantes manobras, para o bem e para o mal.

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Se, de um lado, o helicóptero é uma ferramenta indispensável para salvar vítimas dos mais diferentes tipos de acidentes, podendo pousar e decolar de ruas e rodovias, do alto de prédios ou ficar pairando em cima de uma clareira ou do oceano, de outro, é uma arma letal, capaz de atingir alvos protegidos ou escondidos, de difícil acesso ou enquadramento complicado. Também é capaz de metralhar do alto, fazendo verdadeiras carnificinas no solo. E de soltar bombas e foguetes, que o transformam numa peça indispensável à guerra moderna.

Inventado por um russo naturalizado americano, chamado Sikorsky, que fundou uma empresa que até hoje é das maiores fabricantes desses aparelhos no mundo, o helicóptero seguiu um longo caminho até chegar nas maravilhas voadoras dos dias de hoje.

Alguns anos atrás, li uma entrevista de um dos maiores especialistas em helicópteros, na qual ele dizia que só existiam dois tipos de helicópteros: os que já caíram e os que vão cair. E a quantidade de acidentes à época avalizava a afirmação.

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Hoje este número caiu, aliás, vem caindo faz tempo, o que não quer dizer que os helicópteros sejam tão seguros quanto os aviões. Com certeza, não são.

Mas os helicópteros têm outra característica que me faz implicar com eles. São extremamente barulhentos! E um de seus corredores em São Paulo passa perto da minha casa. Você não imagina como eu queria que quem traça estes corredores morasse apenas um mês perto de um deles…

 

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Crônicas da Cidade vai ao ar de segunda a sexta na Rádio Eldorado às 5h55, 9h30 e 20h.

Antonio Penteado Mendonça

Advogado, formado pela Faculdade de Direito Largo São Francisco, com pós-graduação na Alemanha e na Fundação Getulio Vargas (FGV). É provedor (presidente) da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, ex-presidente e atual 1º secretário da Academia Paulista de Letras, professor da FIA-FEA e do GV-PEC, palestrante, assessor e consultor em seguros.