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150 anos de Santos Dumont

Faz cento e cinquenta anos que um dos maiores gênios da humanidade nasceu em Minas Gerais. Filho de uma riquíssima família de cafeicultores, foi poeta, escritor, inventou o relógio de pulso, fez parte da mais alta sociedade parisiense e, acima de tudo, inventou o avião.

Alberto Santos Dumont é um nome que engrandece o ser humano. Gênio comparável aos maiores do mundo, de Einstein a Henry Ford, de Newton a Cervantes, de Michelangelo a Madame Curi, sua contribuição para o bem comum não tem preço.

Os americanos dizem que quem inventou o avião foram os irmãos Wright e fazem a maior propaganda dos dois. Não que eles não mereçam. Merecem, mas o avião dos irmãos Wright não saiu do solo por conta própria, precisou ser catapultado.

O primeiro avião a decolar e voar foi o 14 Bis, de Santos Dumont. E o fez nos céus de Paris, onde ele vivia e frequentava a alta aristocracia e onde inventou o relógio de pulso para facilitar seus voos.

O Brasil é um país muito curioso. Diz a lenda que aqui o sucesso incomoda. Deve ser verdade. O Barão de Mauá, Cicillo Matarazzo, Mario de Andrade, Villa-Lobos, Carlos Gomes e tantos outros que o digam. Estão praticamente esquecidos, a maioria deliberadamente apagada da história por gente que, por uma razão ou outra, se sentia incomodada com o seu sucesso. 

Com Santos Dumont não é diferente. O homem com visão extraordinária, o apóstolo do futuro, um dos primeiros proprietários de automóvel do Brasil, inventor extraordinário, cientista, escritor e poeta é um nome praticamente desconhecido de grande parte da juventude brasileira.

Em vez de ser homenageado e lembrado, está esquecido em meia dúzia de praças. Seus 150 anos passarão quase que em branco.     

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Crônicas da Cidade vai ao ar de segunda a sexta na Rádio Eldorado às 5h55, 9h30 e 20h.

Antonio Penteado Mendonça

Advogado, formado pela Faculdade de Direito Largo São Francisco, com pós-graduação na Alemanha e na Fundação Getulio Vargas (FGV). Provedor da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo (2017/2020), atual Irmão Mesário da Irmandade, ex-presidente e atual 1º secretário da Academia Paulista de Letras, professor da FIA-FEA e do GV-PEC, palestrante, assessor e consultor em seguros.