Uma notícia boa
No meio de tanta notícia ruim, de tanta tragédia, de tanto desencontro, uma notícia boa surge como um farol no meio da noite, como a esperança que renasce, como um novo alento.
Faz tempo que as notícias boas perdem feio para as notícias ruins, pelo menos em quantidade. Tem muito mais notícia ruim do que notícia boa.
Guerras, revoluções, ataques terroristas ou não, assassinatos, crimes hediondos, feminicídios, estupros, abuso de menores, roubos com finais errados que se transformam em latrocínios, a lista é quase infinita, mas tem mais.
Todo o rol de atos políticos completamente fora de contexto. Polarização, perseguições, abusos, explorações, prisões, exílio, expulsões, condenações e execuções, se sucedem pelo mundo afora, como se o normal fosse isso.
E quem sabe seja. Há quantos milênios o homem mata o homem? Há quantos milênios guerras sacrificam milhões de pessoas em nome de verdades que invariavelmente pregam o amor?
Um amigo diz que notícia boa não vende jornal. Eu não acredito nisso, por isso cada vez que tenho uma notícia boa, fico contente e feliz por poder falar dela.
Um estudo recém-publicado dá conta que um grupo de cientistas brasileiros conseguiu reduzir a dengue em 63%. É número para ser comemorado.
A dengue é uma doença cruel, em todos os sentidos. A pessoa com dengue sofre, sente dor, tem febre, e, dependendo do caso, pode inclusive falecer.
A redução da dengue num patamar tão alto merece ser comemorada. Ainda mais quando esse resultado favorece o Brasil.
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