Reformar é preciso
Não há dúvida, ninguém discute, de tempos em tempos os imóveis necessitam uma certa manutenção. Pode ser coisa pequena, como um retoque na pintura, mas pode também ser uma obra grande, como trocar o encanamento ou reformar o telhado.
Cada situação é uma situação, e cada morador sabe onde aperta o calo, então tem imóveis mais bem cuidados e imóveis mais abandonados, é o ritmo da cidade, é assim porque o ser humano é assim e não existem duas pessoas iguais.
É bonito ver uma cidade bem cuidada, com os imóveis em ordem, pintados, eventualmente numa mesma cor ou num mesmo estilo que respeita as condições arquitetônicas e de paisagismo.
Isso é mais comum nas cidades coloniais, como Parati ou Tiradentes, mas tem também nas grandes metrópoles, como determinadas ruas de São Paulo que seguem um estilo próprio, que respeita a arquitetura original.
Mas não é a regra. Na maioria dos casos, cada casa é única, pode até parecer com a outra, mas em algum ponto se distancia da vizinhança e assume as características e traços dos moradores.
Isso cria um caos meio controlado que faz cada cidade ter seus traços próprios, que levam em conta a história e a ocupação daquela determinada região. Daí pra frente, manter ou não manter, depende de cada administração e da vontade e do capricho da população.
Boa administração é a que interage com a cidade e com a população. Entende seu ritmo e seus anseios e faz o que pode para atendê-los.
O problema é que não existe reforma ou construção sem barulho. Pode ser um pouco menos ou muito mais, o fato é que a reforma do vizinho é barulho na sua orelha e não tem o que fazer, a não ser acender vela, fazer promessa e rezar para acabar logo.
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