É tempo de resedá
Janeiro, fevereiro, começo do ano, tempo de chuvas de verão, de enchentes, granizo, queda de árvores, desmoronamentos, deslizamento de encostas, enfim de tragédias e danos de todos os tipos, passando pela perda de vidas. Nada que alguém possa mudar. Faz tempo que é assim e vem piorando ano a ano.
Mas é também tempo de flores de árvores menos conhecidas, mas que enfeitam a cidade, como os resedás, que este ano estão cobrindo São Paulo de flores rosas e brancas, nas mais diferentes regiões.
Os resedás sempre estiveram aí, plantados faz tempo nas calçadas da cidade, mas por uma questão de incompetência de sua assessoria de comunicação, nunca tiveram a visibilidade dos ipês ou das quaresmeiras, que também estão aí e todos os anos chamam mais atenção do que os resedás.
Tem tempo para corrigir? Ter, tem, mas a questão é outra. Quem disse que os resedás querem ficar famosos? Uma corrente de admiradores quase fanáticos garante que o negócio dos resedás, desde que no começo a assessoria falhou, é fazer do limão uma limonada, e levarem uma vantagem importante, nascida da surpresa da cidade ver uma árvore diferente florindo no começo do ano.
Mas não é hora das quaresmeiras? É, mas também é hora dos resedás, e eles aprenderam um truque importante. Florescem um pouco antes do grosso das quaresmeiras e isso dá pra eles uma relevância, ainda que momentânea, que os faz serem o assunto do momento.
A florada dos resedás é deslumbrante. Rosas ou brancas, as árvores se enfeitam, se cobrem de flores enchem o horizonte e deixam a vida mais leve e mais gostosa, como contraponto para os estragos das tempestades e mostrar que a vida tem um lado mais bonito.
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