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Abuso sexual vai mais fundo

Recente pesquisa da conta que mais de um quinto dos jovens até 18 anos foi vítima de abuso sexual. 26% dos adolescentes brasileiros já sofrem abuso sexual e quase 9% dos estudantes entre 13 e 17 anos foram estuprados.

É uma barbaridade, uma violência imperdoável. Um antigo político disse “estupra, mas não mata”. Não é por aí, o estupro é um crime tão hediondo quando o feminicídio.

Invadir a força o corpo de outra pessoa é uma agressão brutal, que merece ser punida com a pena mais pesada da legislação penal. Quando 9% dos estudantes entre 13 e 17 anos foram estuprados tem algo profundamente errado.

Faz tempo que se sabe que a violência sexual é uma constante na vida da sociedade. 6 crianças e adolescentes são abusados sexualmente por hora, e mais da metade destes abusos é praticado por gente muito próxima, pai, padrasto, avô, tio, irmão ou amigo da família.

Ao contrário do que muita gente pensa, não são apenas as meninas que são abusadas, meninos sofrem a mesma agressão.

É verdade, o problema não é brasileiro. É ler as biografia e entrevistas de grandes estralas do cinema americano para ver que boa parte delas passou pelo trauma. E na Europa não é diferente.

Mas isso não justifica. Abuso sexual é crime. Apenas uma pequena parte dos abusadores é doente, a maioria faz pela maldade, por fazer, porque acha que é normal ou que pode fazer o que quiser.

Em termos, isso é verdade. A dependência econômica ou a dependência afetiva são obstáculos difíceis de serem transpostos e protegem os agressores. Há um longo trabalho de convencimento pela frente, mas precisa ser feito. Esse quadro precisa mudar.

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Antonio Penteado Mendonça

Advogado, formado pela Faculdade de Direito Largo São Francisco, com pós-graduação na Alemanha e na Fundação Getulio Vargas (FGV). Provedor da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo (2017/2020), atual Irmão Mesário da Irmandade, ex-presidente e atual 1º secretário da Academia Paulista de Letras, professor da FIA-FEA e do GV-PEC, palestrante, assessor e consultor em seguros.