Enfim, uma notícia boa
[Crônica de 2 de junho de 2003]
É interessante como algumas ações simples podem ter final feliz. Em vez de uma imensa revolução, uma mudadinha na lei, uma virada para cá ou para lá, resolve muito mais e melhor.
Em contraste com a imensa maioria de ações completamente sem pé nem cabeça que são a marca registrada do politicamente correto nacional, às vezes aparecem alguns poucos movimentos que acabam bem, que dão resultado, que, de verdade, ajudam a população.
Entre estes, nos últimos anos, poucos tiveram o impacto positivo da lei dos genéricos. Ela mudou a cabeça do brasileiro e o preço dos remédios nas farmácias da vida. Segundo o Jornal da Tarde, a queda média real foi de 7% o que é número para ninguém colocar defeito, muito embora ainda possa cair mais.
Dando um único exemplo, que acontece todos os meses comigo, antes do aparecimento dos genéricos, eu cheguei a pagar sessenta reais por um remédio para colesterol. Hoje, o mesmo remédio, só que genérico, custa, dependendo da farmácia, entre vinte e vinte e seis reais.
É uma economia brutal, que, no meu caso, vai muito além dos 7% médios, chegando a mais de 50% a menos do que eu pagava antes, já que, entre mortos e feridos, o preço normal beirava os quarenta reais.
É torcer para os genéricos continuarem se impondo e o governo ajudando. Com uma política clara nesta direção já está mais do que provado que dá para o brasileiro pagar menos pela mesma coisa, como acontece no resto do mundo.
Mas nós também temos que ajudar e o melhor jeito de se fazer isso é acreditar no genérico.
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