Terremotos
Terremotos sempre existiram. Faz parte dos movimentos do planeta. Eles acontecem por causa do movimento das placas tectônicas que entram uma debaixo da outra e chacoalham a superfície.
A culpa pela destruição causada pelos terremotos não é do movimento das placas, é do ser humano que decidiu viver em cima delas e, como acontece na California, vive esperando o “grandão” que com certeza vai chegar, só não se sabe quando.
É curioso, mas pouca gente se lembra que Lisboa está em cima de uma área altamente sujeita a terremotos e que um, em 1750, já destruiu a cidade. Já o Chile é mestre no assunto, se o terremoto não for dos maiores não assusta a população que segue trabalhando como se não tivesse acontecido nada.
O Japão também é mestre no assunto, se o terremoto não passar de 7 na escala Richter, os japoneses não o consideram tão sério assim. E a Itália não fica muito atrás. Lá também, os terremotos podem atingir graus capazes de causar danos e matar centenas de pessoas.
Então por que o susto? É que nós, brasileiros, não estamos acostumados com o fenômeno. Aqui até tem terremoto, mas são pequenos, mal e mal sentimos acontecerem. Então, quando com espaço pequeno entre eles, vemos terremotos de grande magnitude acontecerem na Venezuela e na Colômbia, nós nos assustamos.
As cenas da destruição são apavorantes e enchem de tristeza até os corações mais duros, as pessoas habituadas a tratar do assunto. Não tem como ser diferente, é a mesma sensação que toma o peito ao vermos a destruição causadas pelas tempestades e tornados que atingem o Brasil.
O duro é que parece que o planeta se encheu e está disposto a se vingar de nós. Não passa semana sem uma tragédia natural.