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Terremotos

Terremotos sempre existiram. Faz parte dos movimentos do planeta. Eles acontecem por causa do movimento das placas tectônicas que entram uma debaixo da outra e chacoalham a superfície.

A culpa pela destruição causada pelos terremotos não é do movimento das placas, é do ser humano que decidiu viver em cima delas e, como acontece na California, vive esperando o “grandão” que com certeza vai chegar, só não se sabe quando.

É curioso, mas pouca gente se lembra que Lisboa está em cima de uma área altamente sujeita a terremotos e que um, em 1750, já destruiu a cidade. Já o Chile é mestre no assunto, se o terremoto não for dos maiores não assusta a população que segue trabalhando como se não tivesse acontecido nada.

O Japão também é mestre no assunto, se o terremoto não passar de 7 na escala Richter, os japoneses não o consideram tão sério assim. E a Itália não fica muito atrás. Lá também, os terremotos podem atingir graus capazes de causar danos e matar centenas de pessoas.

Então por que o susto? É que nós, brasileiros, não estamos acostumados com o fenômeno. Aqui até tem terremoto, mas são pequenos, mal e mal sentimos acontecerem. Então, quando com espaço pequeno entre eles, vemos terremotos de grande magnitude acontecerem na Venezuela e na Colômbia, nós nos assustamos.

As cenas da destruição são apavorantes e enchem de tristeza até os corações mais duros, as pessoas habituadas a tratar do assunto. Não tem como ser diferente, é a mesma sensação que toma o peito ao vermos a destruição causadas pelas tempestades e tornados que atingem o Brasil.

O duro é que parece que o planeta se encheu e está disposto a se vingar de nós. Não passa semana sem uma tragédia natural.

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Antonio Penteado Mendonça

Advogado, formado pela Faculdade de Direito Largo São Francisco, com pós-graduação na Alemanha e na Fundação Getulio Vargas (FGV). Provedor da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo (2017/2020), atual Irmão Mesário da Irmandade, ex-presidente e atual 1º secretário da Academia Paulista de Letras, professor da FIA-FEA e do GV-PEC, palestrante, assessor e consultor em seguros.