Arquivo de categorias para "Crônicas"
Debaixo da terra
Pouca gente pensa nisso, mas debaixo da cidade existe uma gigantesca malha composta por canos, dutos, tubos, fios, manilhas, túneis e outros equipamentos que se cruzam e entrecruzam, funcionando, para garantir serviços essenciais, ou abandonados e desconhecidos, perdidos no tempo e nos mapas urbanos. É mais de um século abrindo…
Eram paus e estão mortos
[Crônica de 13 de novembro de 2001] Araçá, Cambuci, Ibirapuera, Pinheiros, todos nomes designando algum tipo de pau, comum em São Paulo, quando a cidade ainda não era a metrópole antropófaga dos dias de hoje. Por incrível que pareça, esta cidade já foi pacata e pequena, tendo por volta de…
Novas igrejas interditadas
E o impossível, mas previsível, aconteceu. O forro da Igreja de São Francisco, na Bahia, um dos mais importantes monumentos do barroco mundial e com certeza o mais impressionante no Brasil, simplesmente caiu. Veio abaixo, matou uma turista e ninguém fez cara de espanto. De dó, sim. Afinal, a queda…
Choveu
A meteorologia garantiu que não ia chover em São Paulo. Mas a chuva decidiu desmoralizar a meteorologia e despencou com a vontade de quem quer estragar a festa do outro, mesmo com o outro não tendo feito nada para incentivar a raiva. Quando o céu começou a ficar preto, os…
Quarta-feira de Cinzas
[Crônica de 5 de março de 2014] O carnaval vem, esquenta e acaba. Quatro dias sem limites, de loucura, de festa, de falta de responsabilidade. De encontros e desencontros sem compromisso. De um amor, uma fantasia, um beijo de tchau e até nunca mais. Não sei, nunca soube e não…
A super tempestade
De tarde, o tempo fechou. O céu ficou cinza escuro, fez que ia cair o mundo, mas não caiu. Foram seis ou sete pingos só para mostrar que poderia ter sido, mas não foi. Depois, foi clareando, cinza, mas sem chuva. É verdade, em outras regiões choveu e choveu forte,…
Carnaval é o inesperado da vida
Carnaval, quatro dias, que agora são quase dois meses, dedicados à diversão, se dar bem, rir, dançar, pular e se divertir atrás de trios elétricos ou de bandas, em salões, ruas e avenidas, porque a praça é do povo como o céu é do avião. Folia de reis, príncipes, princesas,…
O azul do mar começa a mudar de cor
O mar é azul, o mar é verde, o mar é cinza, o mar é negro. O mar tem várias cores, depende do fundo, das algas, do sol, da lua, do que fazem com ele. Isso mesmo, do que fazem com ele. O mar bem tratado retribui, limpo, com águas…
A solução é o metrô
São Paulo não anda mais. Se sem chuva já é quase impossível, com chuva a vaca vai para o brejo e a cidade trava. Como tem chovido com vontade, também tem parado com vontade e aí o jeito é ter paciência e entregar a alma a Deus porque o corpo…
São Paulo anda sozinha
Desde seu primeiro começo, São Paulo sempre fez o que quis, independentemente do que seus governantes quisessem. A pequena vila perdida nos campos de Piratininga se juntou com Santo André da Borda do Campo; recebeu os jesuítas que subiram a Serra do Mar para catequisarem os indígenas; viu o colégio…