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Para muitos, o ano só começa depois do Carnaval

Crendice ou procrastinação?

Nós estamos em plena terça-feira de Carnaval e há uma crença de que o ano só começa quando ele termina, o que poderíamos dizer que isso se dará na primeira semana de março, já que muitos emendam o feriado pelo menos até a quarta-feira de Cinza e retornam ao trabalho em um ritmo lento. Não é à toa que muitos torcem para que o Carnaval seja logo no início do ano, o que quer dizer em fevereiro ao invés de março, a diferença de poucos dias entre ambos pode fazer a diferença para muitos. Mas será que essa crença é válida?

Todos nós sabemos que o Carnaval é a maior festa popular do país. Aqui em São Paulo, o número de blocos de rua cresce a cada ano e já ultrapassou a quantidade que tem no Rio de Janeiro. No sambódromo, as escolas de samba brilham na passarela aos olhos de milhares de turistas. A cada ano, a cidade vai se consolidando como um dos principais destinos carnavalescos do Brasil.

Para isso, milhares de pessoas estão envolvidas, trabalhando dia e noite e dia, movimentando vários setores da nossa economia.

Também há os que trabalham em negócios que não estão relacionados ao Carnaval, afinal, o mundo não para em função dele, como existe os que não apenas acreditam, mas praticam a crença de que o ano só começa depois dele.

Postergam projetos, deixam de procurar emprego ou de agendar aquela reunião que seria tão importante para a sua vida, alegando que estão esperando pelo momento certo. Para eles, este momento é após o Carnaval.

Para outros, isso significa procrastinação, que nada mais é do que adiar algo que tem que ser resolvido. Por que deixar para depois o que pode ser feito agora? É interessante observar o quanto o Carnaval incutiu no subconsciente dos brasileiros a ideia de que o ano só começa quando ele termina e não são poucos que de fato pensam assim.

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Antonio Penteado Mendonça

Advogado, formado pela Faculdade de Direito Largo São Francisco, com pós-graduação na Alemanha e na Fundação Getulio Vargas (FGV). É provedor (presidente) da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, ex-presidente e atual 1º secretário da Academia Paulista de Letras, professor da FIA-FEA e do GV-PEC, palestrante, assessor e consultor em seguros.