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O hábito de buzinar

E nos piores momentos do dia

Como se não bastasse convivermos com o barulho causado por ônibus e caminhões na cidade de São Paulo, temos também que conviver com disparos de buzinas, muitas vezes em horários inconvenientes e de forma exagerada. Apesar de ser proibido o seu uso entre 22 horas e 6 horas, muitos motoristas infringem esta regra sem se ater que estão incomodando os outros. Para alguns, buzinar se tornou um hábito, seja pela presa ou simplesmente por uma ação involuntária.

Quem é que nunca teve um vizinho que tem um amigo ou um parente que chega buzinando, esquecendo-se que na casa existe campainha exatamente para chamá-lo? Não importa o dia da semana, o horário, o mau-hábito é muito comum na cidade de São Paulo. Como é também comum mal abrir o semáforo e lá está, atrás de você, o motorista apressado disparando a buzina. Nem sempre é um toquinho, muitas vezes é um som contínuo e irritante.

Há também os motoristas distraídos que merecem um buzinadinha, mas nada que precise ser feito com força. A nossa cidade já é bastante barulhenta, o trânsito existe e conviver com ele é inevitável. Então por que se irritar? Até porque a buzina pode causar um efeito oposto, a pessoa à frente pode se alterar a tal ponto que lá começam os xingamentos, um bate-boca que poderia ser evitado para não estragar o dia de ninguém.

Numa cidade grande como São Paulo, onde há muitos ruídos, alguns deles poderiam ser evitados, a começar pelo excesso de buzinas. É parar para pensar no outro, no quanto isso incomoda. Ainda mais nos horários mais inconvenientes possíveis, como de manhã bem cedo e à noite. Buzina existe para ser usada com moderação.

Em qual situação você é a favor da buzina? Compartilhe:

Antonio Penteado Mendonça

Advogado, formado pela Faculdade de Direito Largo São Francisco, com pós-graduação na Alemanha e na Fundação Getulio Vargas (FGV). É provedor (presidente) da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, ex-presidente e atual 1º secretário da Academia Paulista de Letras, professor da FIA-FEA e do GV-PEC, palestrante, assessor e consultor em seguros.