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O Dia do Marceneiro

Uma profissão secular que a modernidade não substituirá

Hoje é o Dia do Marceneiro e nada mais justo do que fazermos uma homenagem a quem trabalha com esta profissão milenar, considerada uma das mais antigas do mundo. Tanto que pelos registros históricos, as mobílias mais antigas datam de 3000 a.C., no Egito antigo. Esta nobre profissão é também de José, pai de Jesus. Séculos se passaram e nada substituiu os marceneiros na confecção de móveis, mesmo com novas matérias primas e os equipamentos mais avançados para esta finalidade.

Ter um móvel único e sob medida é um privilégio que só pode vir das mãos de um marceneiro, em tempos em que os móveis são produzidos em larga escala e encontrados muitas vezes para pronta entrega nas lojas. Basta levá-los para casa e com um manual de instruções parece fácil montá-los. Mas nada substitui o trabalho do artesão que emprega toda a sua técnica e até nos surpreende ao produzir peças exclusivas.

Uma arte milenar que atravessou séculos e que manteve a sua notoriedade. Das primeiras marceneiras que nasceram na Europa em meados de 1500, elas se proliferaram pelo mundo afora e continuam sendo bem procuradas. Móveis esculpidos ou lisos, retangulares ou ovais, com pés retos ou palitos, entre tantos modelos ao gosto do cliente, muitos marceneiros se modernizaram, utilizam equipamentos e ferramentas, mas ainda há uma grande ligação com o trabalho artesanal.

Um trabalho que requer cuidados, pois eles utilizam ferramentas de corte, e muita dedicação. E mesmo com toda a modernidade das redes sociais para a divulgação do seu ofício, a maior propaganda para os marceneiros é o boca a boca. Afinal, quem não indicaria um marceneiro que fez um trabalho exemplar? Com certeza é uma profissão longeva que nos beneficiará com a sua arte, seja nas nossas casas ou nos nossos escritórios.

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Antonio Penteado Mendonça

Advogado, formado pela Faculdade de Direito Largo São Francisco, com pós-graduação na Alemanha e na Fundação Getulio Vargas (FGV). É provedor (presidente) da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, ex-presidente e atual 1º secretário da Academia Paulista de Letras, professor da FIA-FEA e do GV-PEC, palestrante, assessor e consultor em seguros.