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Uma luta que ganhou força em São Paulo

Culminando o dia 1º de maio como o Dia do Trabalho no Brasil

Em vários países do mundo, no dia 1º de maio é comemorado o Dia do Trabalho. Tudo começou em Chicago, em 1886, quando vários trabalhadores foram às ruas protestar contra as jornadas diárias que chegavam até 17 horas e por melhores condições de trabalho. Aqui no Brasil, os primeiros movimentos ocorreram pouco tempo depois, mais precisamente em 1891. São Paulo foi um dos palcos das principais manifestações no país.

Era o período da República Velha e o Brasil começava a passar por um acentuado processo de desenvolvimento de sua indústria e, junto a ele, começavam movimentos de trabalhadores, não apenas pedindo por melhores condições de trabalho, mas também defendendo o comunismo e o anarquismo, principalmente por iniciativa dos imigrantes italianos.

Em São Paulo, o movimento dos trabalhadores foi ganhando força e no ano de 1917, ele eclodiu em uma das maiores greves gerais já registradas no país, paralisando algo em torno de 50 mil pessoas, sobretudo, trabalhadores italianos, sendo que muitos foram expulsos do país. Fábricas também foram paralisadas no Rio de Janeiro e em Porto Alegre.

Com esta greve geral, os operários de São Paulo conquistaram aumento de salários e o comprometimento dos empresários em analisar outras reinvindicações. Do lado político, começou no país a conscientização de classe por parte dos operários, a criação dos primeiros sindicatos e o fortalecimento das ideias de esquerda. Mas havia muito mais para os trabalhadores conquistarem. E um dos marcos foi a Consolidação das Leis Trabalhistas, a CLT, em 1943, durante o governo de Getúlio Vargas.

Já a data de 1º de maio como o Dia do Trabalho no Brasil foi oficializa em 1924, pelo então presidente Arthur Bernardes. Desde a consolidação da CLT, muitas mudanças ocorreram nas relações trabalhistas. Mais recentemente, em 2017, a Reforma Trabalhista alterou a lei trabalhista brasileira, e deveremos ver mais mudanças daqui em diante, com novas profissões surgindo, outras praticamente desaparecendo e o home office ganhando força.

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Antonio Penteado Mendonça

Advogado, formado pela Faculdade de Direito Largo São Francisco, com pós-graduação na Alemanha e na Fundação Getulio Vargas (FGV). É provedor (presidente) da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, ex-presidente e atual 1º secretário da Academia Paulista de Letras, professor da FIA-FEA e do GV-PEC, palestrante, assessor e consultor em seguros.