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O consumo não será mais como antes

Quem diz isso é uma pesquisa global da Accenture

Há quem não acredite, mas a pandemia do coronavírus mudará para sempre não apenas o comportamento de nós consumidores, como também a própria estrutura do varejo. Isso é o que mostra uma pesquisa conduzida pela Accenture, realizada em quinze países, incluindo o Brasil. Entre os três mil participantes, as principais constatações são uma preocupação maior com o bem-estar e com a saúde, bem como a adoção digital de maneira mais ampla.

A pandemia nos impôs um novo ritmo de vida, estamos muito mais em casa, muitos praticamente em isolamento social. Com isso, temos percebido que é possível mudar hábitos e para melhor. Tanto que a pesquisa da Accenture revelou que 60% dos participantes estão dedicando mais tempo ao autocuidado e ao bem-estar mental, muitos passaram a se exercitar em casa.

Na hora de consumir, outra mudança foi revelada pela pesquisa. As pessoas estão dando mais relevância às escolhas mais sustentáveis em suas compras e atentas a reduzirem o desperdício de alimentos, o que deve se manter após a pandemia. Uma ótima notícia, já que o Brasil é um dos países que mais desperdiçam alimentos no mundo. São 23,6 milhões de toneladas por ano, o que significa mais de 40 quilos de lixo por pessoa anualmente.

Também mudamos a forma como compramos, o comércio eletrônico ganhou um grande impulso e a tendência é que o varejo seja cada vez mais multicanal, o que significa dizer que poderemos escolher como e onde comprarmos, loja física ou virtual, e como queremos receber o produto, em nossas casas ou retirarmos na loja. Pela pesquisa da Accenture, um em cada cinco entrevistados cuja última compra fora online estavam fazendo suas compras de mercado virtualmente pela primeira vez, o que se intensificará.

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Antonio Penteado Mendonça

Advogado, formado pela Faculdade de Direito Largo São Francisco, com pós-graduação na Alemanha e na Fundação Getulio Vargas (FGV). É provedor (presidente) da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, ex-presidente e atual 1º secretário da Academia Paulista de Letras, professor da FIA-FEA e do GV-PEC, palestrante, assessor e consultor em seguros.